Deu no Painel FC da Folha de S.Paulo: o departamento de marketing do São Paulo está tentando convencer o financeiro a liberar a idéia do Tricolor jogar o Campeonato Paulista sem patrocínio, com o argumento de que já tem receitas suficientes para segurar a onda por um tempo sem patrocinador e de que pode conseguir valores melhores se esperar um pouco mais. Será que rola? De um jeito ou de outro, é a "marolinha do Lula" afetando o planejamento para 2009...
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
São Paulo abre 2009 sem patrocínio?
Deu no Painel FC da Folha de S.Paulo: o departamento de marketing do São Paulo está tentando convencer o financeiro a liberar a idéia do Tricolor jogar o Campeonato Paulista sem patrocínio, com o argumento de que já tem receitas suficientes para segurar a onda por um tempo sem patrocinador e de que pode conseguir valores melhores se esperar um pouco mais. Será que rola? De um jeito ou de outro, é a "marolinha do Lula" afetando o planejamento para 2009...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Ingressos mais baratos, de verdade
Pressionado pelo Ministério Público do Distrito Federal, o Goiás baixou mais uma vez o preço dos ingressos -- agora de verdade. Só existem duas categorias de entrada, afinal: a mais barata sai a R$ 100, a mais cara a R$ 150. E todos os setores contarão com meia-entrada para estudantes. Agora, sim.RICKY VIRA TITULAR. No treino, Muricy começa a dar pistas de quem entrar no lugar de Jean, suspenso, para a derradeira partida do Brasileirão. Ricky jogou os dois tempos. Na primeira parte, entrou como lateral, com o time formando um 4-4-2 (Rogério Ceni, Rodrigo, André Dias, Miranda e Ricky; Joílson, Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; Dagoberto e Borges). Num segundo momento, voltou ao 3-5-2, com Ricky no meio e Jancarlos no lugar de Joílson. Moral da história: Richarlyson deve mesmo jogar; resta saber com que esquema.
GRÊMIO TUMULTUA. A diretoria gremista chiou e reclamou o quanto pôde. Primeiro, quis tirar o jogo do São Paulo de Gama. Mas logo ficou claro que nada mudaria, e houve até confissão de diretor gaúcho dizendo que era só um factóide, para perturbar a ordem no Tricolor do Morumbi. Ah, eles também reclamaram do árbitro do nosso jogo -- Wagner Tardelli, carioca que apita por Santa Catarina. Engraçado como o Grêmio tá fazendo de tudo para que a imprensa só fale no nosso jogo, e esqueça que eles precisam fazer a parte deles contra o Atlético Mineiro.
INTER CAMPEÃO. Foi um sufoco inesperado, mas a cinco minutos da decisão por pênaltis, Nilmar achou um gol, empatou o jogo em 1 a 1 e conquistou a Copa Sul-Americana para o Internacional. Dizem que a vitória colorada vai motivar os times brasileiros em futuras edições da competição. É possível. Mas duas perguntas ficam.
1- Será que alguém vai mesmo se motivar se a conquista da taça não tiver vaga para a Libertadores?
2- Não é irônico que o Brasil queira times motivados e despache para a competição apenas o segundo escalão do futebol brasileiro?
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Ingressos mais baratos, pero no mucho
Pressionado pela CBF, e com até o Procon na jogada, o Goiás baixou os ingressos para o jogo derradeiro contra o Tricolor, no Bezerrão. Os ingressos, que antes saíam a R$ 400 a inteira, agora têm preços diferenciados por setor, entre R$ 250 e R$ 150.Com isso, a "generosa" diretoria esmeraldina cancelou a promoção de ajuda a Santa Catarina -- agora, meia-entrada é só para estudante mesmo. Com isso, não muda muito, na verdade. Os ingressos serão, na média, de R$ 200 mesmo. Mas deve ficar por isso mesmo. Para você ver como é um problema de relações públicas, não de preço real dos ingressos.
Detalhe: membros do programa "sócio-torcedor" do Goiás (chamado Nação Esmeraldina) entram na faixa.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
A Hipocrisia Esmeraldina!
Realmente o Goiás, é um time de "esmeraldas" porque haja caça níquel ein? Os diretores do Goiás "inovaram" e estipularam os ingressos da última partida a ser disputada no estádio do Bezerrão (agora batizado de Beberrão)no gama a R$400,00 a inteira! Isso mesmo, QUATROCENTOS REAIS!
Quem não quiser pagar essa quantia, terá que levar 1kg de alimento destinadas as vítimas de Santa Catarina, para pagar "apenas" R$200,00.
A hipocrisia em usar as vítimas de Santa Catarina como desculpa, faz o STJD punir mais a torcida do visitante São Paulo, do que o Goiás que deveria estar cumprindo punição nesta rodada.
A guerra do jogo de domingo já começou, e a CBF ainda não se pronunciou sobre os preços anunciados pela diretoria goiana.
A verdade é que a diretoria do São Paulo está incrédula com essa informação e o estádio promete ter um público bastante "limitado", ainda mais pelo custo da viagem para os torcedores do estado de São Paulo.
Nunca foi tão caro ver o Tricolor em uma partida, dessa vez, a guerra de bastidores extrapolou o bom senso e quem perdeu? O torcedor é claro, ele é sempre o palhaço que paga a conta!
Estou com muita, muita, muita raiva do Goiás. É um time medíocre, pequeno e sempre será pequeno, porque tem atitudes como um. Não merece vencer nada e atropelaremos domingo!
Com ou sem torcida São Paulina!
RUMO AO HEXA!
Ps: Obrigado Goiás, por fazer da nossa vitória no domingo uma questão de honra para a nação tricolor!
Atualização do post:
O SPFC começou a agir e o diretor João Paulo de Jesus Lopes já deu entrevista para a Rádio Globo onde o Tricolor promete ir até o Procon em favor de seus torcedores:
"Estamos entrando em contato com a CBF. Por ser a entidade organizadora do campeonato, acreditamos que ela poderá ter elementos para atuar sobre disso e estamos solicitando a intervenção. Se a entidade não tiver condições legais para agir, vamos tentar outras possibilidades, como o Procon", disse o diretor de futebol tricolor, João Paulo de Jesus Lopes.
A paranóia matemática
Chegamos, enfim, à última rodada do Brasileirão. Última chance de os profetas matemáticos fazerem seus cálculos e "decidirem" quem vai faturar o título de 2008. Tristão Garcia, com sua deprimida calculadora, apresenta os seguintes dados: o São Paulo tem 72% de chance de terminar com a taça; ao Grêmio, cabem 28% das probabilidades.Eu não iria por esse caminho. A essa altura, prefiro aplicar o pouco que aprendi na escola sobre probabilidades. São dois jogos que decidem o título. Cada partida pode ter três desfechos, e as duas, combinadas, definirão o campeão. São nove combinações possíveis. Dessas nove, apenas uma dá o título ao Grêmio; as outras oito terminam com o São Paulo campeão.
Traduzindo isso para porcentagens, o Tricolor paulista teria 89% de chance, contra 11% do Grêmio.
Ficou confiante? Pois então baixe a bola. Já vimos o tristonho matemático dar ao São Paulo 3% de chance de título, ir mudando de idéia até nos dar 97%, e agora recuar para os 72%. Matemática não ganha jogo. E não seria anormal o São Paulo perder do Goiás, e o Grêmio vencer o Atlético Mineiro. Muita hora nessa calma. A despeito das contas, teremos de faturar o título do jeito certo -- dentro de campo.
A pedra no sapato
SPFC 1x1 Fluminense30.nov.2008, 17h
Brasileirão 2008
Público: 66.888 pagantes
Agora a imprensa, que decantava o São Paulo campeão, procura o culpado: quem foi o responsável pelo empate-derrota, que levou a disputa do título para a última rodada? Muitos elementos podem ser citados: o oba-oba ao redor, a ansiedade do time com a iminência da glória, um potencial abalo causado pela morte de Marcelo Portugal Gouvêa, muito querido pelo elenco. Mas o responsável pelo episódio, na verdade, foi um só: o Fluminense.
Se a equipe carioca já não tinha mais o mesmo material humano do primeiro semestre, com as perdas de Gabriel e Thiago Neves, em compensação a consciência tática do time melhorou muito. René Simões conseguiu disciplinar a equipe, jogar com inteligência, pensando no resultado. E foi isso que o Flu fez contra o São Paulo, no Morumbi. Jogou despreocupado, com agulhadas perigosas no setor ofensivo, domínio no meio-campo e muita catimba na defesa.
Ouso dizer que, se o Fluminense soubesse no primeiro semestre fazer cera como fez ontem contra o São Paulo, teria sido campeão da Libertadores. René merece os parabéns por ter feito uma "lavagem cerebral do bem" na equipe, que agora parece jogar com a experiência que condiz a um vice-campeão da América. (Enquanto isso, no mundo encantado de Renato Gaúcho...)
Claro, os méritos do Flu não descartam as razões já citadas para o fracasso são-paulino. A equipe começou o jogo nervosa e só chegou a oferecer perigo quando abusou do pragmatismo: dá-lhe bola para a área. Borges quase marcou no primeiro tempo, em três ocasiões -- uma, com os pés, exigiu defesaça de Fernando Henrique; as outras duas, de cabeça, passaram raspando a trave.
Mas o Flu também trazia muito perigo, sobretudo com Washington. O homem joga demais contra o São Paulo. E só não marcou por conta de intervenções salvadoras de Rogério Ceni. E, quando não dava para ele, a trave estava lá -- como num lance em que Luiz Alberto quase marcou de cabeça.
Veio o segundo tempo, e com ele a esperança de que o time encaixasse. Não aconteceu. O Flu começou novamente melhor e, após mais um milagre de Rogério, a bola sobrou para Tartá empurrar para o gol. O pesadelo começava a se desenhar: 1 a 0 para eles.
O time veio para o ataque, mas era só coração: desorganização tática completa. Por sorte, Borges pegou um chute da entrada da área. Chutou errado, mas a bola morreu no fundo do gol. Empate, e mais 30 minutos de jogo pela frente.
O São Paulo passou a pressionar, mas ainda desorganizado. Muricy tirou Joílson, colocando Ricky. Depois tirou Dagol, para colocar André Lima. Mas o perigo continuava vindo só pelo alto, com os cruzamentos de Jorge Wagner. Num deles, após batida de falta, André Dias cabeceou e a bola beliscou a trave. E foi esse o lance mais perigoso da equipe na tentativa de virar.
O fim foi mesmo 1 a 1, mostrando por que o Fluminense, agora livre do rebaixamento, é a maior pedra no sapato do São Paulo em 2008.
Agora será que pelo menos o oba-oba vai desaparecer, para o jogo decisivo contra o Goiás? É o mínimo que podemos esperar...
O dia do quase...
Bom pessoal, acho que hoje nenhum torcedor são paulino amanheceu satisfeito, muito menos feliz com a situação do time. Após uma partida pífia e com os jogadores com os nervos à flor da pele, o São Paulo apenas empatou com o Fluminense diante de 67 mil pessoas no Morumbi.
Era "o" adversário do ano para cravar um tri inédito e amaldiçoado a muitos e muitos anos. Estádio lotado, aniversário do Muricy, tudo perfeito.
Mas não foi dessa vez. Muito mais organizado em campo, o Fluminense não é mais o mesmo da época do brincalhão Renato Gaúcho, foi sempre lúcido no jogo e por muitos momentos merecia até vencer.
O São Paulo talvez tenha feito a sua pior partida dos últimos tempos, irreconhecível em campo, completamente perdido. Na base da pressão conseguiu empatar num chute que Borges errou, mas artilheiro é artilheiro.
Enfim, depois de refletir após um final de semana triste, diante da perda de um dos maiores presidentes da história do clube e a decepção no Morumbi, não podemos baixar a cabeça. Falta apenas um empate para o SPFC em campo neutro conquistar mais um título. E não podemos deixar escapar essa chance.
XÔ SARAVÁ, VAI EMBORA MALDIÇÃO DO TRI!
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Salvador Nogueira, 41, é jornalista de ciência e, nas horas vagas, tenta decifrar os mistérios indecifráveis do futebol.
Paulo Cesar Ceglia, 37, é publicitário e fanático profissional por esporte e tudo que tenha a ver com o Tricolor do Morumbi.
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