domingo, 18 de outubro de 2009

Que dureza, hein?

Na semana passada, eu falei em jogar a toalha, e guardar as forças do meu coração para as emoções de 2010. Teve gente malhando. Mas parece que eu estava mesmo com a razão. E o pior: embora tenha escrito tudo aquilo, não segui meu próprio conselho. Fui ao Morumbi, tomei chuva e fui "brindado" com um gol de Diego Tardelli com um minuto de jogo, seguido por 90 minutos de frustração.

Bem, a minha parte eu fiz. Fui, torci, apoiei, cantei e xinguei. Infelizmente, no campo, não rolou. Com a derrota, o Tricolor começa a sentir a água batendo na bunda, no que diz respeito a G-4. Aliás, quem nos salvou nesta rodada foi o Avaí, que saiu perdendo do Goiás, mas virou na Ressacada, e nos deixou ainda entre os quatro primeiros.

De toda forma, na próxima rodada, jogaremos com o Santos na Vila, enquanto times como Flamengo e Goiás devem fazer seu jogo em casa. E aí, meus amigos, é pra ficar preocupado, sim.

Temos time para ficar no G-4. Nosso elenco é basicamente o mesmo que ganhou o tricampeonato brasileiro. Mas ninguém pode negar que o viés é de baixa.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

ISP no Twitter!

A Imprensa São-Paulina acaba de adentrar o misterioso, fascinante e sinóptico mundo do Twitter. Acabamos de concretizar uma parceria com uma iniciativa muito legal, o SigaSeuTime. A ideia é que torcedores de vários clubes entrem em contato com colunistas da web por meio de um canal no Twitter. A ISP está nessa! Não perca, clicando aqui.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Já nos cinemas!!!




O Tricolor é o time da fé! E a porcada tá doidinha pra entregar. Confiram em cartaz nos cinemas! hehehe

sábado, 10 de outubro de 2009

A história se repete, e cai a toalha

Na boa, vou jogar a toalha. Não vejo derrotismo nisso. É o realismo de quem desistiu de investir emocionalmente nesta temporada e já vislumbra o que será da próxima. Estou falando isso no calor de uma derrota, e posso até voltar atrás mais à frente. Mas, mesmo que eu volte atrás, isso não vai mudar a situação do São Paulo.

Sinceramente, não é o caso de descer a lenha. Torcedores rivais sem-terra rotineiramente vêm aqui e provocam, querendo nos diminuir por, depois de ter conquistado o maior número de títulos importantes dentro e fora do Brasil, estarmos em segundo ou terceiro na tabela. Convenhamos: não há vergonha em terminar em terceiro, quarto ou -- durma-se com um barulho desses! -- quinto, num campeonato disputadíssimo como o Brasileirão.

A verdade é que o São Paulo parece ter chegado aos seus limites. Minha projeção sabidamente otimista postada logo abaixo não exigia vitória no Rio; um empate bastava. Mas, mais uma vez, o Tricolor sai na frente e abdica de jogar, esperando segurar o resultado. Não é assim que se joga futebol. Noventa minutos é muito tempo pra torcer pelo apito final. Não dá. Fizeram isso uma, duas, três vezes. Não aprenderam. Pra mim é um fator limitante. Está claro que não vão aprender.

Mérito do Flamengo, claro, que não esmoreceu e fez por onde conquistar a vitória (que ficou até pequena, considerando volume de jogo). Não vou chiar pelo pênalti que o Rogério (que fez ótima partida, por sinal!) pegou e o juiz mandou voltar. No frigir dos ovos, o placar foi justo e premiou a equipe que buscou as ações.

Nem esperei o fim da rodada pra fazer este post porque não acho que o nosso problema a essa altura sejam os adversários. Estamos, seguidas vezes, tropeçando em nossas próprias limitações, na nossa acomodação diante de um placar favorável. Não pode ser assim.

A exemplo do ano passado, este campeonato não tem dono. Todo mundo lá em cima tá tropeçando demais na reta final. Por conta disso, é muitíssimo provável que o caneco fique com quem está na frente agora. No duelo entre Muricy e elenco, está dando Muricy -- gostemos ou não. E agora é começar a disputar o campeonato pensando em 2010, não no campeão de 2009. Se calhar de sermos nós (duvido!), tanto melhor. Mas não dá mais pra se iludir. O São Paulo teve duas chances de encostar. Não encostou. Segue a vida.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A matemática do título, edição revisada

Nós empatamos, a Porcaria empatou. E quase todo mundo empatou, tirando o Inter, e ficou tudo mais ou menos na mesma lá em cima -- com uma rodada a menos, agora. Podíamos ficar lamentando a oportunidade perdida de diminuir a diferença, mas agora isso de pouco adianta. Preferi fazer um pequeno exercício do que precisamos fazer, nós e a Porcaria, para que dê São Paulo no fim do ano.

Fui surpreendido, pois, na minha primeira simulação (otimista, assumo!), deu São Paulo. Mas isso vai exigir bastante do nosso time. Confira:

São Paulo pega:

Flamengo (F), 1pt
Atlético-MG (C) 3pts
Santos (F) 1pt
Internacional (C) 3pts
Barueri (C) 3pts
Grêmio (F) 1pt
Vitória (C) 3pts
Botafogo (F) 3pts
Goiás (F) 3pts
Sport (C) 3pts

49 + 24 = 73

Palmeiras pega:
Náutico (F) 0 pt
Flamengo (C) 3 pts
Santo André (F) 3 pts
Goiás (C) 3 pts
Corinthians (C) 1 pt
Fluminense (F) 1 pt
Sport (C) 3 pts
Grêmio (F) 0 pt
Atlético-MG (C) 3 pts
Botafogo (F) 1 pt

54 + 18 = 72

Na minha projeção do SPFC, usei basicamente o mesmo esquema do ano passado: o importante é não perder. Os únicos resultados realmente complicados seriam fazer 3 pontos contra o Goiás e 3 pontos contra o Botafogo, num sprint final. De resto, empates fora e vitórias em casa: feijão com arroz.

Já na projeção da Porcaria, projetei duas derrotas, uma para o Grêmio fora, outra para o Náutico (time megadesfalcado, nos Aflitos), já na próxima rodada. Pontos perdidos em casa, só para o Curíntia, pelo fator "clássico". E até me dei ao luxo de dar uma vitória fora de casa, contra o Santo André, para os porcos.

Claro, isso não quer dizer que a gente vá ganhar. Algumas das minhas projeções para o Palmeiras (empate com o Botafogo na última rodada, disputando o título) são otimistas. Mas o que a última rodada mostrou é que não tem ponto ganho antes dos 90 minutos. Que o digam Coritiba e Avaí. Tudo ainda pode acontecer. Cabe ao Tricolor fazer como fez nos últimos anos: não oscilar na reta final. Ainda dá.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mais um tropeço estúpido

Não sei vocês, mas eu estou de saco cheio de ganhar os jogos difíceis e tropeçar nos fáceis. Nada contra o time do Coritiba, que na minha opinião mereceria estar em melhor posição do que está no campeonato. É questão de ver o jogo mesmo. O São Paulo teve, mais uma vez, chance de matar o adversário e acabou optando por cozinhá-lo em fogo brando. Resultado: dois gols seguidos, um de uma bola mal rebatida por Rogério, outro olímpico (sim, olímpico!), em cinco minutos, transformaram um jogo fácil num bumba-meu-boi.

Alguém já viu este filme antes? Contra o Santo André (em tese fora, mas na prática em casa), fizemos um gol, resolvemos cozinhar e tomamos o empate. Contra o Curíntia, jogo dominado, adversário acuado, vamos lá e entregamos um gol bizarro daqueles de bandeja. É só pegar as última quatro rodadas e dá pra entender por que estamos cada vez mais afastados da Porcaria. Desse jeito, não vai dar, não.

Não estou jogando a toalha, claro. Mas se o Palmeiras vencer -- e tende a vencer -- hoje, a coisa vai ficar muito, muito difícil. Posso estar errado, mas, para ser campeão, tenho a impressão de que o São Paulo terá de vencer todos os jogos restantes. Se não for isso, é algo bem próximo disso. Aí complicou geral.

E no fim de semana tem o Flamengo, que está embalado e buscando um lugar ao sol no G-4. Não é fácil, não.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Longa vida aos guerreiros!

Senhores, mas que jogo foi aquele de ontem?

Quem viu o primeiro tempo já estava se preparando para uma soneca a partir do intervalo ou, na pior das hipóteses, uma noite maldormida por mais uma partida ridícula do Tricolor. Mas o segundo tempo, contrariando todas as expectativas, foi épico. E quem é o maior merecedor do crédito pelo espetáculo?

A resposta incômoda, porém verdadeira: o maior responsável pelo futebol alucinado dos 45 minutos finais foi o árbitro. É, é isso mesmo. Foi o juiz. E não porque ele foi bem, mas porque ele foi muuuuuito mal. Ao expulsar injustamente o Junior Cesar (que estava um lixo, é verdade, mas não merecia o segundo amarelo) e o Richarlyson (que não merecia o primeiro amarelo, tomado como "troco" da expulsão do Junior Cesar), o juiz fez ferver o sangue nobre Tricolor que corre nas nossas veias.

O time, com nove em campo, parecia um tsunami furioso, avançando inclemente por sobre o campo de defesa alvirrubro. Ricardo Gomes "pegou" o espírito do jogo e não abriu mão de atacar, mesmo sabendo que podia tomar o segundo gol e enfiar a viola no saco. Tava certo. Empatar não ia adiantar de nada. E o time do Náutico que me desculpe, mas eita timinho ruim do cacete, hein?

Bosco se redimiu e pegou tudo (ouso dizer que foi a melhor atuação dele vestindo o manto sagrado). Hugo apareceu bastante e fez jus à confiança que Ricardo Gomes deposita nele. Oscar mostrou mais uma vez que tem grande potencial. E vimos um ritmo alucinante no fim do jogo, graças aos espaços abertos no campo pelo juiz, que deve ter tomado um Ecstasy antes de ir pro jogo, pra dar tanto cartão com tão pouca falta.

Um grande resultado, uma grande partida e moral elevada para pegarmos o Coxa na quarta que vem, no Morumbi. Claro, como nem tudo são flores, vamos com meio time pra cima dos paranaenses: Miranda, Renato Silva, Ricky e Junior Cesar estão suspensos. Mas tudo bem, o que importa é que estamos fungando no cangote da Porcaria de novo.